No primeiro mês de atividade, a unidade acompanhou mais de 70 doentes críticos.
O Posto Avançado de Medicina Intensiva da Unidade Hospitalar de Mirandela, da Unidade Local de Saúde do Nordeste, acompanhou, nos primeiros 30 dias de atividade, mais de 70 doentes críticos, reforçando a capacidade de resposta diferenciada numa unidade hospitalar sem Unidade de Cuidados Intensivos.
Esta unidade assegura a presença física permanente de um médico intensivista, 24 horas por dia, sete dias por semana, permitindo aproximar a Medicina Intensiva do local onde o doente crítico se encontra e reduzir o tempo até à intervenção especializada.
A atividade assistencial desenvolvida neste primeiro mês foi diversificada e de elevada complexidade, abrangendo situações de doença infeciosa grave e choque, insuficiência respiratória, emergências cardiovasculares e neurológicas, hemorragia, trauma, intoxicação e paragem cardiorrespiratória. A intervenção deste posto avançado permitiu, em diferentes situações, reconhecer precocemente a gravidade clínica, orientar a avaliação diagnóstica e iniciar atempadamente medidas de ressuscitação e suporte avançado , contribuindo para a estabilização e reversão de situações de marcada instabilidade clínica.
A avaliação diferenciada, a integração rápida da informação clínica e laboratorial e a utilização de ecografia à cabeceira do doente contribuíram igualmente para a identificação de situações dependentes de uma intervenção atempada. O reconhecimento precoce dos doentes com indicação para Unidade de Cuidados Intensivos permitiu antecipar a referenciação e iniciar medidas de suporte antes da progressão da falência de órgãos. Sempre que necessária, a transferência foi precedida da estabilização do doente e integrada num processo assistencial contínuo. Em situações em que a transferência não apresentava benefício clínico previsível, a avaliação especializada permitiu evitar deslocações desnecessárias, assegurando a continuidade dos cuidados na Unidade Hospitalar de Mirandela.
A Medicina Intensiva teve ainda intervenção em situações que exigiram adequação do esforço terapêutico, em articulação com a equipa assistente e, sempre que possível, com o doente e a família.
Este modelo assistencial procura aproximar a Medicina Intensiva do doente crítico, reduzir o tempo até à
intervenção especializada e promover maior equidade no acesso a cuidados diferenciados, independentemente do local onde o doente se encontre.


