No Dia Mundial da Tuberculose, a DGS confirma a tendência de descida da doença no país, com uma taxa de notificação de 14,3 casos por 100 mil habitantes.
Portugal registou 1.536 casos de tuberculose em 2024, o valor mais baixo de sempre, segundo revelou a Direção-Geral da Saúde. O Relatório de Vigilância e Monitorização da Tuberculose em Portugal, divulgado hoje, dia em que se assinala no calendário o Dia Mundial da Tuberculose, confirma a tendência de descida da tuberculose no país, com uma taxa de notificação de 14,3 casos por 100 mil habitantes.
Os dados epidemiológicos divulgados pelo Programa Nacional para a Tuberculose revelam que os homens continuam a ser mais afetados do que as mulheres (64,4% do total de casos notificados em 2024), especialmente na idade adulta. Em 2024, 2,4 % do total de casos ocorreram em crianças e adolescentes com idade inferior a 15 anos.
O tempo entre o início dos sintomas e o início do tratamento foi de 81 dias em 2024, o mesmo valor de 2023, embora com redução em relação a 2022 (82 dias) e 2021 (86 dias). A DGS lembra que diagnosticar mais cedo significa tratar melhor e evitar que a doença se propague.
O relatório identifica, ainda, 36 casos de tuberculose multirresistente, com maior concentração na região de Lisboa e Vale do Tejo (63,9% dos casos).
No que respeita dos doentes tratados, 82,1% completaram o tratamento com sucesso, representando o valor mais elevado dos últimos anos. Este resultado reflete a qualidade do acompanhamento clínico em Portugal, mas ainda distante das metas internacionais.
“O acesso recente a medicamentos inovadores – rifapentina e pretomanida – permitiu regimes terapêuticos mais curtos, tanto no tratamento preventivo como no tratamento da tuberculose multirresistente. Tratamentos mais curtos significam maior adesão, menos efeitos secundários e melhor qualidade de vida para os doentes”, destaca o relatório.
A DGS assume como estratégias e prioridades reduzir a incidência da tuberculose e o tempo até ao diagnóstico, mediante estratégias de acesso precoce e deteção em populações vulneráveis.
Para saber mais, consulte aqui o relatório.
