Para garantir as infraestruturas essenciais ao funcionamento do futuro hospital.
A Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, presidiu à assinatura do protocolo entre a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC), a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), o Município de Évora e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR Alentejo), assinalando-o como um passo decisivo para garantir as infraestruturas essenciais ao funcionamento do futuro Hospital Central do Alentejo.
Durante a cerimónia, realizada em Évora, a 20 de março, a Ministra recordou os desafios que marcaram o início da obra, admitindo que o projeto enfrentou problemas graves e atrasos estruturais. “Quando cheguei ao Governo percebi que tinha um problema grave entre mãos”, afirmou, referindo a acumulação de “muitas decisões para tomar, processos judiciais ainda em curso e uma reprogramação financeira que não tinha sido acautelada”. Apesar desse contexto, o hospital encontra-se atualmente cerca de 80% concluído, com previsão de finalização da empreitada em junho de 2027, seguindo-se um período adicional de seis meses para testes e procedimentos legais.
O financiamento está integralmente assegurado pelo Ministério da Saúde, incluindo a majoração realizada em 2025, garantindo que não haverá obstáculos financeiros à conclusão desta infraestrutura de grande dimensão.
O protocolo estabelece um quadro claro para aquisição de terrenos, construção de acessos e implementação das infraestruturas essenciais, nomeadamente os acessos rodoviários, as redes de água e saneamento, a ligação à rede elétrica e infraestruturas de telecomunicações.
O Hospital Central do Alentejo, não será apenas referência assistencial para cerca de 150 mil habitantes do distrito de Évora e 440 mil em todo o Alentejo, mas também servirá como polo de formação médica.
“Este hospital será fundamental para a nova Faculdade de Medicina de Évora, oferecendo infraestrutura moderna para a formação de futuros médicos”, destacou a Ana Paula Martins, sublinhando que “este investimento demonstra que a saúde pública não pode estar dependente de vontades individuais ou circunstâncias momentâneas.
O novo Hospital Central do Alentejo reforça o compromisso do Governo com a equidade no acesso à saúde, a coesão territorial e a qualidade dos cuidados prestados, consolidando Évora como um polo de excelência médica e científica.
Créditos da fotografia: Carlos Neves/CME
